Testemunhos reais de Pais e Técnicos
“O meu filho tem um síndrome. O meu filho é diferente.... é deficiente! Precisa de ser estimulado, precisa de trabalho individual para aprender as coisas mais básicas como vestir, comer, até brincar. Aonde vou encontrar as terapeutas para fazer este trabalho?
Como vou pagar? Quem o leva? Quem o traz? E o meu emprego?”
Joana, 39 anos, mãe de Tiago.
" O meu filho tem 3 anos, é deficiente e precisa de ir para um infantário. Vivo no Estoril e tenho ido a vários infantários privados que me respondem não terem capacidade para recebê-lo na sua instituição; outros simplesmente lamentam dizendo que não tem vagas..... o que faço??
Será que não existem infantários preparados para receber crianças com Necessidades Especiais? Se existem quais?”
Eugénia, 29 anos, mãe do Pedro.
"Tenho uma filha de 8 meses com uma deficiência . Foi-me recomendado pelos médicos que ela não deveria frequentar a creche pela fragilidade de saúde que apresenta, evitando assim o contágio de infecções por outras crianças. Tenho que ficar com ela em casa. Tenho um emprego ao qual já me deveria ter apresentado, estando a gozar o resto das minhas férias á espera de encontrar uma solução. Não tenho recursos financeiros para pagar a quem fique com ela.
Que devo fazer?
Que apoios posso encontrar para poder ficar em casa com ela sem perder o meu contrato de trabalho?
Quais são os meus direitos ?"
Carla, 31 anos, mãe da Maria.
“ O meu filho é deficiente. Necessita de fazer inúmeras acções terapêuticas como terapia ocupacional, psicomotricidade, terapia da fala. Tenho recorrido a instituições privadas por não conseguir encontrar estes apoios em Instituições Públicas.
Quais são as Instituições publicas que fazem este tipo de intervenções e em que o meu filho possa ser aceite?”
Teresa, 35 anos, mãe do João.
A minha filha de 10 anos, é portadora de um Síndrome raro com crises convulsivas muito graves . Toma muitos medicamentos e é totalmente dependente. Tenho poucos recursos económicos pelo que me é muito difícil suportar todas as despesas.
Como posso obter ajuda para a compra desta medicação.? Existem subsídios ?
Rosário, 46 anos mãe da Mariana.
“ Preciso de fazer um seguro de saúde para o meu filho com Paralisia Cerebral. As seguradoras a quem tenho recorrido não o querem aceitar. Existe alguma legislação de anti - descriminação.
Será esta uma medida legal?”
Susana, 32 anos, mãe do António.
“ O meu filho é Autista e tem 7 anos. Já pedi um Ano de adiamento escolar e está agora na idade de iniciar o 1º ano de Escolaridade. O agrupamento de escolas da minha área de Residência não tem, em nenhuma escola primária, uma Sala Teech, especifica para a integração deste tipo de alunos.
Aonde devo me dirigir e aonde devo inscrevê-lo?”
Marta, 34 anos, mãe do João.
“Os pais de crianças com necessidades educativas especiais vêm-se, de um momento para o outro, perante o dilema de escolher a melhor instituição onde ele pode ser escolarizado e a forma de compatibilizar tal opção com o adequado acompanhamento terapêutico.
Necessitam não apenas de conhecer quais as instituições que de forma credível podem receber os seus filhos, com que direito os podem lá matricular e como acompanhar a sua integração, garantindo, quando necessário, o acompanhamento complementar de um serviço de acompanhamento de tempos livres (ATL) compatível.”
João, 43 anos pai do Rodrigo.
“Devido à deficiência do meu filho, tem terapias a meio do horário escolar. Tenho o problema do seu transporte ás terapias. Os pais (trabalhadores por conta de outrem /função pública) têm direito a ausentar-se do seu local de trabalho para esse efeito? É pago? Existe transporte comparticipado para o efeito?”
Fernanda, 37 anos mãe do Rui.
O meu filho deficiente está na escola pública regular. Constatei que é posto de parte pelos professores porque perturba o funcionamento normal das aulas. Por outro lado, o Apoio que tem de uma Professora de Ensino Especial é-lhe dado apenas durante 1 hora por semana.
O que devo fazer para que receba o Apoio Pedagógico que tem direito???
António, 32 anos pai do Miguel.
“O meu filho tem uma deficiência e frequenta um colégio particular. A direcção do colégio quer que ele saia, argumentando não estar preparada para ficar com ele a partir do 1º Ano de Escolaridade. Os colégios particulares podem simplesmente não aceitar o aluno ?”
Existe legislação que defenda estes alunos?
As escolas Privadas são livres de decidir se ficam ou não com um aluno?
Isabel, 36 anos mãe do Pedro.
O meu filho de 9 meses, tem um atraso no seu desenvolvimento. Preciso de levá-lo a um especialista para ser avaliado. Só tenho acesso ao médico de família , no Centro de Saúde da minha área de residência.
O que devo fazer? Como terei acesso às consultas de especialidade? Aonde? Quais os especialistas recomendados?
Marisa, 28 anos, mãe do Rafael.
“A minha filha com deficiência e embora se encontre na idade da adolescência, não é autónoma nem tem capacidade cognitiva para as decisões sobre o seu futuro.
Que poderes têm os pais para poder decidir uma intervenção médica ou cirúrgica que possam impedi-la de engravidar? Com que idade? Que medidas podem ser tomadas? Quem nos pode informar?”
Teresa, 46 anos, mãe da Catarina.
“Tenho um filho adulto com deficiência que embora tenho feito um curso profissional de carpintaria, nunca trabalhou. Como devo fazer para lhe arranjar um emprego? Quem o aceita? Tem direito a algum subsídio do estado?
José ,49 anos, pai do Pedro.
“A solidariedade entre familiares e portadores de doença crónica tem sido, nos últimos tempos, de indiscutível vantagem para todos os intervenientes que acompanham estes casos. O BIPP será mais um grande passo nesse sentido.”
Lisboa, 21 de Julho de 2005
Pedro Cabral (neurologista pediatra)
“Sabia que:
'Existe um...'
'Foi publicado...'
'Foi aprovada a criação de...'
'Existe um regime especial educativo especial...'
'São concedidos apoios técnicos e financeiros...'
'Existem várias modalidades desportivas que pode praticar...'
O BIPP vai dar-lhe a mão que necessita para enfrentar e ultrapassar as diversas barreiras e pôr em prática os direitos humanos das pessoas com necessidades especiais.”
Anabela….(Educadora em Educação de Infância)
“Vamos partilhar experiências e saberes. Facilitar o acesso à informação e optimizar os recursos existentes.A responsabilidade de um mundo melhor onde todas as crianças possam ser felizes, é de todos.”
Maria Helena Féria (Terapeuta ocupacional)